“Responsabilidade Social Empresarial: Um poderoso agente de mudanças positivas”

Diversas organizações e entidades de caridade durante anos, vem contribuindo no combate à desigualdade social e a poluição do meio ambiente presente no mundo. De fato, as poucas organizações que contribuem para o desenvolvimento no mundo, já demonstram que seu efetivo trabalho exprime um gigante resultado principalmente para aqueles que não possuíam nenhum resguardo social e financeiro para lutar contra a fome e o desemprego que assolam diversas regiões do mundo. Grande parte dessas empresas entendem a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) como uma estratégia humanística e também competitiva, visto que traz maior visibilidade para as empresas aos olhares do mercado sejam contribuindo com a desigualdade social ou com o meio ambiente. 



O milênio atual, trouxe ao ser humano uma característica mais consumista e vaidosa, visto que nos tempos atuais o “Ter” possui mais valor do que o “Ser”. Enquanto, uns gastam fortunas em produtos de luxo para o corpo e bens materiais caríssimos, há diversas pessoas que não possuem o básico para a sobrevivência humana. Esta relação é a conceituada por Zygmunt Bauman, (que nos deixou em janeiro de 2017) no que ele nomeia como modernidade líquida. Segundo Bauman, "Vivemos em tempos líquidos, onde nada é para durar"; que pode ser explicada pelo mal do século dos tempos modernos a depressão e ansiedade. Em tese, o aumento da depressão e ansiedade nos tempos atuais, tem gerado forte impactos principalmente nos jovens e adultos, trazendo uma crescente fome e desejo por consumir e comprar produtos e serviços que talvez não teriam utilidade para o ser humano, para apenas satisfazer seu desejo momentâneo e/ou ter um status social. A marca registrada de Bauman, A modernidade líquida, é por sua vez um tema muito complexo pois atinge várias vertentes, mas possui uma extrema importância ao se explicar o motivo que leva os seres humanos a tais atitudes consumistas. Dessa forma, fica certa indagação capciosa: Porque existem tanto marketing em marcas de luxo sendo que há milhões de pessoas passando fome, sem moradia ou assistência médica de qualidade? 

Uma das grandes empresas de distribuição de bebidas do mundo, veio para quebrar esse paradigma consumista que visa apenas o lucro em cima dos mais pobres - A Ambev, que lançou há alguns anos a água AMA, onde 100% do seu lucro é destinado a projetos sociais que auxiliam na distribuição de água no 

semiárido nordestino. O que trouxe muita visibilidade para a marca e ao mesmo tempo ajudou com a seca presente no nordeste do país e dificulta a vida de milhões de brasileiros e brasileiras. Segundo dados do site da empresa, cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável, e as famílias brasileiras perdem até 6 horas por dia buscando água, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (segundo dados Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário publicados e citados pela AMBEV).     .

Dessa forma, temos grandes agentes trabalhando para que, aos poucos, algumas carências sejam supridas, seja de forma direta ou indireta. E abordando este âmbito de atuação indireta, podemos observar ações como a do NuBank que possui uma preocupação em contratar pessoas que possuem diversidade em suas características, sejam elas físicas, comportamentais ou geográficas. Pois, segundo a empresa, dessa forma, além de diminuir a falta de acesso para algumas minorias, é possível criar um time de alto desempenho, com "cabeças" de variadas vivências e realidades. Ainda temos a influência gerada pela organização no próprio mercado, visto que outras empresas passam a adotar tais medidas visto os resultados positivos que elas trazem. 

Outro caso de empresa com compromisso com a responsabilidade social no Brasil é a Natura, que em 2010 fundou o Instituto Natura com o objetivo de fortalecer seus projetos sociais voltando-se para a melhoria na qualidade da educação no Brasil. Um dos exemplos é o programa Comunidade de Aprendizagem na Escola que atua com o objetivo a melhoria do desempenho acadêmico e da vivência  dos alunos. A partir de aprendizagem dialógica, da participação educativa da comunidade e de práticas inclusivas, trazendo uma educação de êxito para todas as crianças e jovens conciliando ao mesmo tempo eficiência, equidade e coesão social.

Em suma, as mais diversas empresas possuem sua própria política e objetivos que envolvem o cliente e o mundo ao qual elas pertencem, seja vender mais ou criar uma empresa que se importa com o consumidor e com toda a sua experiência com o produto ou serviço oferecido. Isso é perceptível graças às diferentes logísticas que são trabalhadas perante ao mundo consumidor e capitalismo em que vivemos, muitas agregam a responsável de se cuidar do consumidor aos seus objetivos, planejando e se envolvendo com o mesmo, ultrapassando as diferenças e vivências para ficar mais próximas à realidade, já outras somente procuram reforçar ainda mais o estereótipo de que toda empresa só pensa em vender.

REFERÊNCIAS:


Água pra você, água pra todos. Ambev Disponível em: https://www.ambev.com.br/ama/ Acesso em: 05/05/2021.

Diversidade - Fala NuBank. Ambev Disponível em: https://blog.nubank.com.br/tag/diversidade/ Acesso em: 05/05/2021.


 Zygmunt Bauman. eBiografia. Disponível em:https://www.ebiografia.com/zygmunt_bauman/#:~:text=Zygmunt%20Bauman%20(1927%2D2017)%20nasceu%20em%20Poznan%2C%20Pol%C3%B4nia,se%20refugiou%20na%20Uni%C3%A3o%20Sovi%C3%A9tica. Acesso em: 05/05/2021


https://www.comunidadedeaprendizagem.com/


Gabriel Zanchim

Heitor Cogo

Vinícius Naves

Gabriel Trindade

Giovani Quatrini

Comentários

  1. Foi muito interessante o grupo mostrar que os incentivos e investimentos sociais trazem, sim, retornos financeiros para as empresas. É notável a grande mudança que ações sociais fazem na vida das pessoas e no meio ambiente, e os exemplos mostrados no texto expressam muito bem essa afirmação.

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  2. Interessante o texto. Não tinha conhecimento das ações das empresas exemplificadas, desse modo ficou aparente tanto a preocupação social quanto os impactos positivos das ações aplicadas.

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  3. Parabéns ao grupo pela postagem, realmente as empresas que olham a Responsabilidade Social como uma estratégia humanística e também competitiva, possuem uma maior visibilidade no mercado. E isso é importantíssimo tanto para a empresa quanto para o mundo.

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  4. A postagem foi muito enriquecedora, a partir de aprendizagem dialógica, da participação educativa da comunidade e de práticas inclusivas, trazendo uma educação de êxito para todas as crianças e jovens conciliando ao mesmo tempo eficiência, equidade e coesão social.

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  5. Vivemos em um mundo capitalista, Fato! Claro que precisa ser pensado e analisado as questões ambientais, entretanto, a economia não pode parar. Não podemos culpar ou dar total responsabilidade das questões que afligem a sociedade as empresas privadas, o governo tem negligenciado muito e falhado na gestão dos recursos principalmente financeiros. As pessoas apontam erros, criticam mas não são capazes de ser perguntar: o que eu posso sugerir ou fazer para mudar essa situação, seja ela pessoal, profissional, social . Porque apontar os erros, criticar é muito mais fácil do que pensar e agir para solucionar e ainda tem aqueles que falam: eu sabia, eu falei. Claro que tem muitos que ajudam sim, vimos muitos exemplos nos artigos, mas ficam apontando o dedo e culpado isso e aquilo, não dá mais. O tempo hoje é do agir.

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  6. Observamos o compromisso como com o desenvolvimento humano e sua consequente inclusão social.

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